Madonna está no Brasil. Mas dessa vez ela não fará nenhum show. De acordo com a imprensa brasileira, a cantora veio ao país para discutir o financiamento de possíveis projetos sociais no Rio de Janeiro, semelhantes ao que ela já possui no Malawi. A presença da popstar por aqui me fez lembrar de sua carreira no cinema - para muitos, um fiasco.
É bem verdade que, como atriz, Madonna é uma ótima cantora pop. Mas não podemos deixar de reconhecer que em se tratando de cantoras pop no cinema, talvez nenhuma é tão flexível quanto ela. Suas aventuras pelo cinema já passaram pela trilha sonora, atuação, roteiro, produção e direção. Essa sua persistência, aliás, acabou gerando alguns bons momentos, como em Procura-se Susan Desesperadamente (1985), no qual atuou junto à atriz Rosanna Arquette, ou em Dick Tracy (1990), em que fez o papel da cantora Breathless Mahoneyao lado de Warren Beatty, Al Pacino e Dustin Hoffman (além de também cantar a música tema, "Sooner or Later", escrita por Stephen Sondheim e que levou o Oscar de Melhor Canção).
Outro divertido filme em que a cantora atuou é Uma Equipe Muito Especial (1992), com Tom Hanks e Geena Davis. Nele, Madonna interpretou uma jogadora de baseball em uma liga formada apenas por mulheres. E com este filme, mais uma vez, ela foi premiada com o Globo de Ouro de Melhor Canção pela música "This Used To be My Playgound".
Mas foi com o musical Evita (1996),de Alan Parker, que Madonna finalmente ganhou os críticos. Por ter incorporado muito bem a ex-primeira dama argentina Evita Perón, a cantora levou o Globo de Ouro de Melhor Atriz e o MTV Movie Awards; além de interpretar a canção "You Must Love Me", de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber , também vencedora do Oscar de Melhor Canção.
Madonna já contribui musicalmente para diversos outros filmes, com canções como "Beautiful Stranger", trilha de Austin Powers, e "Die Another Day", música de 007 Um Nov Dia Para Morrer.Também produziu os documentários Na Cama com Madonna (1991), onde apresenta imagens da sua turnê "Blondie Ambition", e I Am Because We Are (2008), no qual explora sua investida filantrópica na África.
Acho que considerar a carreira cinematográfica de Madonna um fracasso é ser um pouco radical. Mesmo não sendo a melhor atriz do planeta, e tendo protagonizado alguns fracassos de bilhetera e crítica, sua carreira no cinema possui, sim, alguns bons momentos. Na pior das hipóteses, ela nos proporciona animadas canções pop.
Terror e Comédia são provavelmente os gêneros de filmes mais objetivos; enquanto o primeiro deve fazer você se encolher na poltrona de medo, o segundo deve fazer você relaxar de tanto rir. Já quando alguém resolve colocar terror e comédia juntos, surge um dos sub-gêneros mais imprevisíveis - e essa é a razão por que filmes como Um Lobisomem Americano em Londres ganha milhares de fãs ao mesmo tempo em que passa despercebido por outras audiências.
E o que é mais apropriado para trabalhar terror e comédia juntos do que um filme cheio de zumbis? Essa é a proposta de Zombieland, que estréia no Brasil em dezembro. O filme, estrelado por Woody Harrelson, Jesse Eisenberg e a pequena miss-sunshine Abigail Breslin, é uma comédia ensanguentada onde os zumbis tomam o centro do palco.
A história gira em torno de dois sobreviventes em uma Terra pós-apocaliptica dominada por zumbis: o neurótico Columbus (Eisenberg) e o complexado matador de zumbis Tallahasse (Harrelson). Os dois se tornam parceiros de viagem enquanto dirigem por uma América devastada e infestada de mortos vivos. Columbos só quer ir para casa, enquanto Tallahasse apenas quer se divertir matando zumbis e tentando encontrar os últimos doces Twinkie. Ao longo da aventura, eles encontram as também sobreviventes Little Rock (Breslin) e Wichita (Emma Stone), duas irmãs a caminho de um parque de diversões que supostamente é um dos últimos lugares livre de zumbis.
Zombieland estreiou nos Estados Unidos no começo de outubro e já arrecadou até agora mais de $71 milhões (uma incrível marca para um filme do gênero), além de ter recebido excelentes críticas. O consenso geral é que apesar de ser um filme superficial, Zombieland é muito divertido. Talvez seja a resposta americana para Shaun of the Dead, ótimo filme inglês de comédia-terror onde os zumbis também são o centro da trama.
Confesso que eu estava relutante em assistir ao documentário This Is It nos cinemas. Não por duvidar da sua qualidade, longe disso! Mas por achar que talvez eu não conseguiria conter o famoso cisco no olho. E olha que eu não sou uma pessoa de chorar em filmes - acho que a única vez que chorei no cinema foi ao assistir O Rei Leão quando criança.
Mas com This Is It eu tinha certeza que iria acabar cedendo, afinal (e quem me conhece sabe disso) sou fã de Michael Jackson desde que me conheço por gente. Lembro de ter ficado hipnotizado, aos oito anos de idade, vendo pela tv aquele artista se mover como um desenho animado em cima do palco, em sua apresentação no Morumbi. "Quero ser amigo dele!" era meu desejo na época.
Minha admiração por suas músicas e vídeos só aumentou no decorrer dos anos, pois nunca me importei com o que a mídia dizia sobre ele. Além de nunca duvidar da sua inocência, eu sempre procurei me concentrar no artista. Me subia o sangue toda vez que o criticavam, principalmente pela aparência. Tudo bem, Michael exagerou em seu rosto e tinha alguns comportamentos excêntricos... mas nunca devemos julgar um livro pela capa. E era justamente isso o que faziam com ele.
O que me consola é ter a certeza de que Michael sabia que seus fãs sempre estiveram do seu lado. Os fãs de verdade, aqueles que enxergavam o artista além do que era publicado nas páginas de Contigos e UOLs da vida. Bom, mas isso é um desabafo para outra ocasião... Vamos voltar ao documentário:
This Is Itfoi concebido em torno de imagens captadas durante os ensaios da série de 50 shows que Michael faria em Londres - todos eles com ingressos esgotados. Logo no início do filme uma mensagem nos avisa: "este é um documentário feito para os fãs". O que se segue são cenas que não apresentam nada de muito novo aos fãs, pois mostram toda a genialidade, o talento indiscutível e a bondade de Michael Jackson... características que todos os fãs já conheciam.
O que This Is It proporciona de diferente, isso sim, é um olhar mais cru nos processos de concepção de um espetáculo de Michael Jackson. E Michael está presente em todos esses momentos - participa da seleção dos dançarinos, da marcação do palco, da escolha dos efeitos especiais, da criação das coreografias e, em alguns momentos, chega a usar a própria voz para mostrar aos músicos as notas que devem ser atingidas com os instrumentos musicais.
As cenas mostram também um artista extremamente educado, simples e preocupado com a mensagem a ser transmitida ao público; preocupado também com o futuro do planeta, da natureza e dos animais - características essas, aliás, que sempre estiveram presentes em suas obras.
Completamente musical, This Is It traz suas principais canções: Black and White, Beat it, Billie Jean, Earth Song, Man In The Mirror, Smooth Criminal, They Don't Care About Us, entre tantas outras. Isso faz com que tanto os fãs de sempre como os mais novos se epolguem e se emocionem com as cenas.
This Is It é um breve olhar naquele que seria o espetáculo mais grandioso que o planeta conheceria. Cheio de efeitos especiais inovadores, telões gigantescos e imagens em terceira dimensão, essa série de shows seria o retorno triunfal daquele que foi sem sombra de dúvidas o maior entertainer que o mundo já viu. Mas, acima de tudo, This Is It é uma última oportunidade para os fãs se despedirem do Rei do Pop.
Ah, e o cisco no olho é inevitável, assim como a salva de palmas ao final da sessão.
Os filmes podem ser verdadeiras escolas da vida (ou não). Conheça 15 fatos que nós aprendemos com eles:
01. todos os telefones americanos possuem apenas três dígitos;
02. você consegue ver a Torre Eiffel de praticamente qualquer janela de Paris;
03. quando for pagar a conta do taxi, não olhe para a carteira - apenas pegue a primeira nota que aparecer, será o valor exato da corrida;
04.as pessoas da Idade Média possuem dentes perfeitos;
05. um simples fósforo será o suficiente para iluminar um salão do tamanho do Morumbi;
06. o sistema de ventilação de qualquer prédio é sempre o melhor lugar para se esconder ou escapar - você pode ir para qualquer lugar do prédio através dele;
07. 99% dos carros que se envolvem em um acidente pegam fogo;
08. o chefe de polícia provavelmente irá despedir seu melhor detetive, ou dar a ele 48 horas para provar que está certo;
09.sua arma sempre terá munição reserva, mesmo que você não esteja carregando nenhuma;
10. é sempre possível estacionar bem em frente ao lugar que você está visitando;
11. plantões noticiários sempre mostram notícias que te afetam de alguma maneira - e o volume aumenta sozinho bem nessa hora;
12. todas as bombas possuem contadores digitais com grandes números vermelhos para que você saiba exatamente o momento em que ela irá explodir;
13. não importa se você está sozinho em uma luta que envolva artes marciais, seus inimigos irão esperar pacientemente para te atacar um de cada vez enquanto os outros ficam dançando em volta aguardando a vez;
14. uma cerca elétrica gigante, poderosa o suficiente para segurar um dinossauro, não irá fazer nada em uma criança de oito anos;
Boy Interrupted (HBO Films, 2008) é um documentário que levanta questões. Por que Evan Scott Perry, um garoto de 15 anos, decidiu cometer suicídio?Por que ninguém conseguiu ajudá-lo a tempo?
O filme procura encontrar as respostas ao mostrar a vida que Evan levava, através da edição de imagens reais captadas pela câmera da família, desde o nascimento até poucos dias antes de sua morte. É um documentário perturbador, produzido pelos próprios pais, cineastas, que nos mostra o jovem em momentos íntimos e em sua luta contra o transtorno bipolar depressivo.
Mas o que leva uma mãe a fazer um documentário sobre a morte do próprio filho? Não sei, mas Boy Interrupted se mostra um documentário único, cujo processo de filmagem parece causar um sentimento de desespero tanto para a família quanto para o telespectador.
Danna Perry juntou inúmeras filmagens, fotografias e depoimentos de pessoas próximas para contar a história do filho, Evan: sua depressão, sua vida e sua morte, e o impacto dela na vida das pessoas que o amavam.
As imagens caseiras nos proporcionam momentos de reflexão e revelações, além de angústia. É uma história essencialmente humana, mais comum do que gostaríamos, e provavelmente o pior pesadelo de uma mãe ou de um pai.
Boy Interrupted está em cartaz na HBO e HBO2. Clique aqui para conferir as próximas exibições.
Muitos bons filmes europeus acabam passando despercebidos no Brasil, principalmente pelo fato do público brasileiro ainda ser muito bitolado apenas com os filmes norte-americanos... Infelizmente, uma vez que milhões gastos em efeitos especiais e atores famosos não são garantia de uma boa história.
Porém, ainda existem algumas boas (mas poucas) locadoras de vídeos cujos acervos ainda prezam também pelo bom gosto e alguns canais de tv (esses bem poucos) que às vezes nos contemplam com uma seleção de filmes interessantes - é possível, e aconselhável, curtir os vários estilos de filmes.
Ontem à noite eu estava zapeando pela tv quando me deparei com Raízes do Mal (Ondskan, Suécia - 2003) começando no canal Maxprime. Resolvi assistir, afinal a sinopse oferecida prometia, dizendo que o filme havia sido indicado a diversos prêmios internacionais.
A trama básica gira em torno de Erik Ponti (Andreas Wilson), um adolescente que sofre agressões físicas do pai e, como consequência, se torna um jovem violento e solitário. Após ser expulso do colégio, devido a uma briga, Erik é mandado pela mãe para uma instituição de ensino tradicional, onde somente os filhos de pessoas ricas e influentes estudam. Antes de partir, porém, ele promete à mãe que irá terminar seus estudos sem se envolver em mais confusões.
Lá, ele cria uma grande amizade com seu colega de quarto, um rapaz totalmente diferente de Erik - principalmente no temperamento. Mas conforme os dias se passam, Erik começa a vivenciar diversas situações de humilhação e injustiças por parte dos alunos mais velhos (monitores) que controlam os mais novos e possuem um código próprio de regras que ultrapassam os limites da ética e do bom senso.
Esses alunos agem de maneira violenta com Erik e seus amigos sem serem reprimidos pelos dirigentes, devido à influencia de suas famílias. Assim, Erik se vê em uma situação difícil: cumprir a promessa feita à mãe ou lutar contra os maus tratos e injustiças.
Raízes do Mal, que nos EUA ganhou o título de Evil, é um filme que nos causa uma certa inquietação desde o começo. Inquietação que vai se transformando em revolta. Em certos momentos dá vontade de pular para dentro da tela e ajudar o protagonista a encher alguns personagens de porrada. Perturbador, o filme conta com uma série de elementos chocantes que nos fazem pensar mas que, ao mesmo tempo, não nos apresenta nada que já não saibamos.
É um retrado de situações que vemos por aí, no nosso dia-a-dia, onde jovens da alta sociedade incendeiam índios Galdinos e, no fim, são protegidos por uma lei falha que se baseia na influência financeira.
O roteirista, Jan Guillou, disse que Raízes do Mal é, basicamente, uma história verdadeira e que Erik Ponti é seu alter ego. Algumas coisas, obviamente, foram acrescentadas para melhorar a trama, mas a violência e o terros psicológico fizeram parte do seu passado real. Aliás, a escola que ele frequentou quando jovem realmente sofreu escandalos sobre violência entre alunos e acabou fechando as portas após um jornal local publicá-los.
Raízes do Mal foi dirigido por Mikael Hafstrom e nomiado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2003, mas o roteirista Guillou não pôde comparecer porque não conseguiu visto para entrar nos Estados Unidos.
2010 está chegando... E com ele toda uma nova seleção de prováveis blockbusters. Aliás, 2010 não soa como um ano real, não é mesmo? Dois mil e dez! Parece mais um daqueles anos que vemos nos filmes futuristas da década de 80. Será que estamos chegando no futuro? Mas dessa vez não precisamos da ajuda de nenhum cientista maluco e seu carro com capacitor de fluxo para chegar até lá. Só bastar ter paciência.
Mas como sou impaciente, principalmente quando o assunto é filme, abaixo segue uma pequena lista de grandes blockbusters que nos aguardam em 2010. Preste bastante atenção neles, Marty...
Legion - janeiro Direção: Scott Stewart Elenco:Paul Bettany, Dennis Quaid, Charles S. Dutton Em um restaurante na beira da estrada, às vesperas do Apocalipse, um grupo de estranhos sem querer acaba se tornando a última esperança da Terra ao descobrirem que a garçonete está grávida do Messias. The Wolfman- fevereiro Direção:Joe Johnston Elenco:Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt Lawrence (Del Toro) retorna à sua terra natal, onde seu irmão está desaparecido e os moradores estão sendo mortos por uma criatura desconhecida. Isso faz com que ele reencontre o pai (Hopkins) e se aproxime da noiva do irmão. A pior preocupação de Lawrence, no entanto, é a descoberta de um lado animal seu que ele nunca poderia imaginar que existisse... Shutter Island - fevereiro Direção:Martin Scorsese Elenco: Leonardo DiCaprio, Emily Mortimer, Mark Ruffalo Quando um assassino psicótico (Mortimer) desaparece de uma instituição mental na Ilha Shutter, dois oficiais da polícia (DiCaprio e Ruffalo) corre contra o tempo para tentar localizá-lo. Alice in Wonderland - março Direção: Tim Burton Elenco:Mia Wasikowska, Johnny Depp A jovem Alice, agora com 19 anos, retorna ao mundo mágico onde esteve quando criança, reencontrando seus velhos amigos e descobrindo seu destino: acabar com o reino de terror da Rainha de Copas.
Clash of the Titans - março Direção:Louis Leterrier Elenco:Sam Worthington, Liam Neeson, Ralph Fiennes Em uma adaptação da mitologia grega, Perseus (Worthington), nascido deus e criado como humano, parte em uma jornada épica para combater Hades (Fiennes), antes que este acabe com os poderes de Zeus (Neeson) e espalhe o inferno sobre a Terra.
Iron Man 2 - abril Direção:Jon Favreau Elenco:Robert Downey Jr., Mickey Rourke, Gwyneth Paltrow Sinopse pouco conhecida - Seis meses depois do evento do primeiro filme, Tony Stark (Downey Jr.) luta contra os problemas de possuir duas identidades; ao mesmo tempo, ele deve se preparar para uma nova série de ameaças e vilões.
Acho que podemos parar em abril, afinal não quero parecer tão impaciente assim.
Que Quentin Tarantino cultiva um pequeno fetiche por pés femininos todo mundo já sabe - basta reparar nos closes que o diretor costuma dar nos pés das atrizes principais dos seus filmes. Mas além disso, e do estilo sanguinário que carrega, Tarantino também é famoso por nos apresentar mulheres fortes e decisivas. Segue abaixo uma pequena listas dos seus filmes que possuem as personagens mais marcantes:
Pulp Fiction (1994) - dialogos rápidos, referências da cultura pop e gangsters que não param de falar apenas para ouvirem eles mesmo falando. Mas é Mia Wallace (Uma Thurman) quem rouba a cena. Leve-a a um bar e você pode acabar vencendo um concurso de dança. Ofereça droga a ela e verá o que é voltar à vida com uma injeção de adrenalina direto no coração.
Jackie Brown (1997) - encare a realidade: Jackie Brown (Pam Grier) é uma mulher muito esperta. Ela enxerga através das situações. Você até pode tentar bancar o cara durão, senhor Ando-Com-Um-Revólver, mas acabará ferrado do mesmo jeito.
Kill Bill (2003/04) - experimente fazer algum mal à Beatrix Kiddo (Uma Thurman)... Quando a hora chegar ela terá sua vingança (com muito sangue). Principalmente se tiver sido treinada por um mestre ninja barbudo.
Bastardos Inglórios (2009) - apesar de toda aliança e planejamento, os homens estregam tudo. Isso mostra porque Shosanna (Mélanie Laurent) decidiu agir por conta própria. Ah, e o sotaque lastimável do Brad Pitt só ajuda a atrapalhar ainda mais as intenções dela.
Quentin Tarantino possui ainda em seu currículo os ótimos Cães de Aluguel (roteiro e direção), Death Proof (roteiro e direção), Um Drink no Inferno (roteiro) e Sin City (direção). Apesar da aura cult-independente, seus filmes sempre atraem figurões como George Clooney, John Travolta, Bruce Willis e Samuel L. Jackson.
Hal Hetner (Reece Thompson) é um garoto esperto e perceptivo. Mas devido à sua gagueira ele é sempre paralizado por neuroses e ataques de pânico. A simples tarefa de pedir por uma pizza no refeitório da escola, ao invés de carne moída, é um tormento para ele.
Acrescente a esses problemas um irmão maldoso, a recente separação dos pais e o fato da mãe estar namorando o pai de um amigo seu cujo humor não é nada peculiar.Sem poder contar com o suporte da família, Hal recebe os piores conselhos do psicólogo da escola: "volte para onde estava antes de ter tentado exceder suas expectativas".
Mas a verdadeira jornada de Hal ao inferno começa quando ele entra para o time de debates da escola... por causa de uma garota. Mais especificadamente, ele entra para o time devido à Ginny Ryerson (Anna Kendrick), aluna popular e uma expert em debates que recruta Hal com a teoria de que "as pessoas deformadas são as melhores. Talvez porque elas possuem uma fonte profunda de ódio" - referindo-se à gagueira de Hal.É fácil perceber, no entanto, que a razão da atração de Hal por Ginny é pelo fato de nenhuma garota como ela jamais ter dado tanta atenção à ele. O que se segue em Rocket Science (2007) são acontecimentos que vão mudar a forma como Hal responde ao mundo - desde explosões de raiva que terminam com um violoncelo arremessado contra uma janela à tentativa de participar de um debate cantando (por causa da gagueira).
O diretor/roteirista Jeffrey Blitz consegue ótimas atuações de todos no elenco, fazendo de Rocket Science o tipo de filme que raramente se encontra por aí. Produzido pela HBO, cujo histórico é repleto de ótimos filmes, o longa abre nossos olhos para as inúmeras formas da vitória.
Hal acaba não se dando tão bem nos debates. Mas ele com certeza se torna um 'vencedor' em inúmeros outros aspectos. Afinal, ganhar um concurso de debates é mesmo importante? É assim que Hal amadurece. E é assim que muitos outros filmes voltados para os adolescentes deveriam ser.