22 de set. de 2009

E o fim do mundo está aí, denovo!

É impressão minha ou o fim do mundo tem acontecido frequentemente nos filmes? Um dia desses aluguei Presságio e fiquei surpreso ao ver a Terra sendo destruída no final. CALMA, saber que o mundo acaba no final de Presságio não vai estragar a experiência de assisti-lo, pois esse não é o desfecho principal - acredite.

Em Armagedon o fim do mundo chegou bem perto de acontecer, é verdade. Mas tínhamos o Bruce Willis para nos salvar nos últimos segundos. Presenciamos também uma Terra supostamente devastada em Eu Sou A Lenda, mas novamente no final descobrimos que ainda existia esperança.

Podemos citar também O Dia Depois de Amanhã. Mesmo com a era glacial de volta, nós - com a ajuda dos americanos, é claro - conseguimos dar a volta por cima. E em O Exterminador do Futuro, lá estava John Connor para salvar a humanidade da total extinção.


Já em Presságio... adeus, Terra! Sem chance. Bye bye.

Este ano, um outro filme promete aniquilar todas as formas de vida do nosso pobre planeta: 2012 - cujo trailer você pode conferir abaixo. No longa, dirigido por Roland Emmerich e estrelado por John Cusack e Amanda Peet, nem o Cristo Redentor é poupado. Emmerich, aliás, também está por trás de Independence Day e O Dia Depois de Amanhã. A história de 2012 gira em torno da profecia Maia que diz que o mundo vai realmente acabar em 21 de dezembro de 2012.



Bem, nós já estamos acostumados com isso. Lembro que nos avisaram que o fim do mundo aconteceria
no ano 2000. Depois, mudaram para 2001. Agora, é em 2012. Mas bem que podiam adiar para depois da Copa de 2014!

2012 está previsto para estreiar dia 13 de Dezembro no Brasil.

21 de set. de 2009

Distrito 9 - apartheid interplanetário

Alguns meses atrás eu criei um post aqui falando sobre o crescimento da indústria cinematográfica na África do Sul, principalmente pelo fato do país oferecer infraestrutura de primeiro mundo a um preço baixo. E a ficção científica Distrito 9 está aí para provar que eu não estava falando bobeira.

A história do filme tem início há 28 anos quando uma nave extraterrestre 'estaciona' sobre a cidade de Joannesburgo, na África do Sul, por falta de combustível. Impedidos de voltar ao planeta de origem, os alieníginas se tornam refugiados em uma grande área denominada Distrito 9.

Em uma clara referência ao cruel regime racial do apartheid, onde os negros não podiam frequentar os mesmos lugares do brancos, os extraterrestres, cuja aparência é semelhante a um camarão humanizado, também são discriminados pela população terrestre e pelo governo.

Conflitos são iniciados quando o principal opositor à presença dos alienígias na Terra entra em contato com uma substância desconhecida e passa a sofrer alterações genéticas; e a empresa responsável por monitorar o Distrito 9 quer na verdade produzir armas com a tecnologia extraterrestre.

O longa, dirigido pelo sul-africano Neill Blomkamp e produzido por Peter Jackson, foi filmado nas periferias reais de Joannesburgo, mais precisamente na township (a favela de lá) Soweto, ao custo de 30 milhões de dólares e usando atores completamente desconhecidos. Como todo bom azarão, Distrito 9 recebeu inúmeros elogios da crítica especializada e arrecadou até agora mais de 110 milhões de dólares apenas nos Estados Unidos, pagando todo seu custo de produção já no final de semana de estreia.

Blomkamp criou a história inspirado na sua infância sob o regime do apartheid e nas recentes perseguições a imigrantes do Zimbábue que ocorreram na África do Sul.


Filmado com o intuito de parecer um documentário real, Distrito 9 recebeu nota máxima de revistas como Variety e Hollywood Reporter, sendo considerado a mais criativa ficção científica da década.

Confira o trailer:
District 9
Enviado por victorvharo. - Temporadas completas e episódios inteiros online

O filme deve estreiar no Brasil no final de Outubro.

18 de set. de 2009

Paranormal Activity

Filmes de terror que custam milhões de dólares e que não botam medo nenhum não são nenhuma novidade. Ultimamente, aliás, Hollywood tem abusado tanto dos efeitos especiais em seus filmes de horror - e investido pouco em boas histórias - que acaba mesmo é arrancando risos da platéia.

Os filmes de terror que realmente botam medo são aqueles que usam apenas o necessário em matéria de efeitos especiais e que expõem de maneira sutil o vilão/monstro/entidade/etc - além de possuirem um enredo convincente, claro. São os casos de Halloween, A Bruxa de Blair, O Exorcista, O Iluminado e A Profecia, por exemplo. Quem não se encolhia na cadeira ao ver o pequenino Damien?

A Bruxa de Blair (1999) talvez seja o caso mais bem sucedido em matéria de investimento e retorno financeiro em um filme de terror. Produzido com "apenas" 60 mil dólares, o longa foi divulgado (principalmente através da internet) como se fosse uma história real. Resultado: bilheteria mundial de mais 240 milhões de dólares. E convenhamos, o filme dá medo!

Esse ano, um novo filme promete seguir o mesmo caminho: Paranormal Activity (Atividade Paranormal), com estréia amaericana prevista para o final de setembro.

Filmado no estilo 'câmera amadora', Paranormal Activity apresenta o drama de um casal que se muda para uma nova casa e começa a ser perturbado por acontecimentos estranhos durante a madrugada, principalmente quando estão dormindo. Eles então resolvem espalhar câmeras pela casa e o resultado são imagens... bem, é melhor vocês assistirem o trailer e verem com os próprios olhos:



Recentemente, uma sessão especial do filme foi apresentada para algumas pessoas nos Estados Unidos. A reação da platéia foi filmada durante toda a sessão e mostra que Paranormal Activity promete! Veja:


Site do filme: http://www.paranormalmovie.com/
Twitter:
http://twitter.com/TweetYourScream

17 de set. de 2009

Patrick Swayze era grande!

Após uma longa e difícil luta contra o câncer, o ator Patrick Swayze deixou os palcos da Terra para um bem melhor. Tudo bem, Swayze pode não ter sido o melhor ator do mundo - e ele mesmo parecia não ligar a mínima para isso - mas existiam certos aspectos nele que nos faziam enxergá-lo como um dos grandes. Eis apenas algumas das inúmeras provas disso:

1. Patrick Swayze protagonizou uma das cenas mais memoráveis do cinema em um dos filmes mais assistidos na Sessão da Tarde: Ghost!



2. Ele se casou com a dançarina Lise Niemi em 1975 e, contrariando as leis de Hollywood, ambos permeneceram juntos até a sua morte.

3. Mesmo doente, Swayze continuou trabalhando. Ele filmou uma temporada da série The Beast, da A&E americana.

4. Apesar de ser um cara durão, ele foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator pela interpretação de uma drag queen no filme Para Wong Foo, Obrigado Por Tudo.

5. Patrick Swayze era ator, dançarino, cantor e compositor. E ele provou isso em Dirty Dancing, ao atuar, dançar, cantar e co-escrever a canção She's Like The Wind.



6. Ele tem uma estrela na Calçada da Fama, mais precisamente na Hollywood Boulevard, 7018.

Existem vários outros exemplos, mas creio que não há necessidade de mais provas de que Patrick Swayze era grande. Certo? Para finalizar, a dança final do filme Dirty Dancing ao som de The Time of My Life:

16 de set. de 2009

Watch Watchmen

Sou uma dessas pessoas que valorizam a abertura de um filme. Aqueles que já começam usando um travelling em plano geral, geralmente mostrando a paisagem de uma cidade, enquanto apresentam os nomes dos atores, produtores e diretores já me desanimam logo de cara.

Para mim, o início, aquela parte onde você deve começar a esquecer o mundo real e se concentrar no enredo, precisa ser criativa e eficiente, principalmente em filmes que abusam da ficção.


É o caso da abertura de Watchmen, filme que só fui assistir recentemente. Sim, eu sei que demorei - e cada vez estou mais convencido: não dê ouvidos para as opiniões dos outros. Watchmen é simplesmente sensacional! É um filme inspirado nos super-heróis dos quadrinhos de mesmo nome que não pretende ser outra coisa a não ser isso mesmo. E o faz com muita competência: ótimos atores, excelente trilha sonora, fotografia e cenografia de babar e enredo digno de um
comic book.

Mas o que eu mais gostei no filme foi mesmo a abertura. Muito bem editada, ela mostra imagens que viajam pelos anos 60, 70 e 80 apresentando a quem assiste um mundo que é o nosso mas onde os super-heróis e vilões são reais.
Eles não só são reais como estão inseridos em momentos marcantes da nossa história, como no assassinato do presidente Kennedy e nas telas de Andy Warhol. E tudo isso ao som de The Times They Are A-Changin', do Bob Dylan.

Andy Warhol retratando Nite Owl em sua Pop-Art (acima) e Fidel Castro (abaixo).

Para quem ainda não viu Watchmen, vai a dica. Para quem já viu, não custa nada rever a abertura ao som de Dylan:
clique aqui para assistir no YouTube (não foi possível incorporar o vídeo aqui por restrição de quem postou).

Watchman foi dirigido por Zack Snyder, de 300, e tem em seu elenco Jackie Earle Haley e Jeffrey Dean Morgan.

19 de mai. de 2009

Kill Bill em 1 minuto

Nunca assistiu Kill Bill? Não sabe o que está perdendo. É simplesmente um dos filmes mais cool já feitos. Bem, trata-se de um filme do Quentin Tarantino, logo dispensa comentários. Acho que um dos poucos que se tornaram clássicos logo após o lançamento.

Mas se ainda assim você está com um pé atrás quanto a alugá-lo, que tal conhecer a história em apenas 1 minuto? É o que propões o videozinho abaixo:



17 de mai. de 2009

Cinema de qualidade vindo da África

A África do Sul vem despontando com um dos destinos preferidos dos produtores de cinema. Além de sua extrema beleza natural e da característica de ser um país de língua inglesa, o que mais atrai as produtoras é o preço. Rodar um filme na África do Sul sai muito mais barato do que fazê-lo nos Estados Unidos ou Inglaterra.

Além de barata, a indústria cinematográfica sulafricana é extramamente desenvolvida - herança da publicidade do país, considerada uma das melhores do mundo. E assim como Hollywood é a capital do cinema norte-americano (e mundial), na África do Sul quem exerce essa função é a bela Cape Town (Cidade do Cabo).

Filmes como Diamente de Sangue (2006), Hotel Ruanda (2004), Deu Zebra (2005) e Os Suspeitos (2007), foram filmados no país.

Mas nem só de parcerias vive o cinema sulafricano. Os filmes 100% nacionais também vem se destacando cada vez mais. Em 2006, Infância Roubada (Tsotsi), do diretor Gavin Hood, levou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O longa acompanha a vida do peronsagem Tsotsi, morador de uma favela da cidade de Johanesburgo.

Uma noite, após sair ganhador de uma sangrenta briga de bar, Tsotsi rouba um carro. Enquanto acelera pela noite, ouve um barulho no banco de trás e acaba sofrendo um acidente. Na traseira do carro, descobre um bebê. Sem saber o que fazer, leva-o para a favela em que vive. Lá, convencerá a jovem mãe Miriam a cuidar da criança, numa relação que logo provocará mais confrontos. Baseado no romance de mesmo nome, único trabalho em literatura do famoso dramaturgo sul-africano Athol Fugard.

Confira o trailer:



Infância Roubada segue a linha adotada pelo brasileiro Cidade de Deus e, recentemente, pelo filme indiano Quem Quer Ser um Milionário, mostrando o constrate social existente em cidades ricas desses países.

Além de filmes, a África do Sul exporta também talentos. São naturais daquele país a atriz Charlize Theron (Diamante de Sangue) e o diretor Gavin Hood, responsável pela direção de X-Men Origens: Wolverine.

15 de mai. de 2009

H2 e o rosto de Michael Myers

Provavelmente você não sabia, mas em 2007 foi lançado nos Estados Unidos o remake de Halloween (1978). Sim, aquela obra prima do diretor John Carpenter que nos presenteou com um dos vilões mais famosos de todos os tempos, Michael Myers, e que rendeu à atriz Jamie Lee Curtis o título de 'rainha do grito'.

A refilmagem, dirigida por Rob Zombie e cujo roteiro teve a mão do próprio John Carpenter, fez relativo sucesso nos cinemas americanos (arrecadou mais de 58 milhões de dólares), porém não foi divulgada no Brasil e nem mesmo estreiou nas salas daqui. Também nunca reparei cartaz algum nas locadoras.

Empolgada com o desempenho do filme nos cinemas americanos, a
Dimension Films tratou de garantir uma continuação, a refilmagem de Halloween 2 - programada para estreiar ainda neste ano. Para levar o projeto adiante, sob o título de H2, novamente foi chamado o diretor Robie Zombie (House of 1000 Corpses). Tudo estava indo bem, até que os produtores resolveram divulgar a nova maquiagem do vilão Michael Myers... e dessa vez ele aparece com metade do rosto de fora!!! Essa 'surpresa' foi revelada primeiramente através de uma foto divulgada recentemente na internet, para depois se confirmar com o lançamento do primeiro trailer do filme, também na rede.

Você deve estar se perguntando: 'mas como assim?!'. Pois é verdades, infelizmente. Digo infelizmente porque uma das coisas que tornam Michael um personagem tão perturbador é o fato de não podermos ver suas reações faciais. A máscara, que não sai do rosto dele, nos passa a sensação de que o personagem é desprovido de qualquer emoção, característica essencial para um serial killer que se preze. Ao revelar metade do rosto de Michael, Rob Zombie destrói grande parte da fantasia que foi construída em torno do desse personagem.

Clique na imagem acima para ver em tamanho grande.

Halloween, por si só, já dispensava qualquer necessidade de remake, pois é um filme que ainda hoje continua sendo capaz de botar medo. E mostrar a cara do Michael não ajuda em nada.


Confira o trailer de H2:


Mais:

- H2 deve estreair nos cinemas americanos no dia 29 de agosto. Ainda não há previsões para o Brasil.

-
Quem interpreta
Michal Myers na refilmagem de 2007 e em H2 é o ator Tyler Mane, o Dente de Sabre de X-Men (2002).

- Jamie Lee Curtis
, intérprete da perseguida Laurie Strode, participou de 4 filmes da franquia: Halloween (1978), Halloween 2 (1981), Halloween H20: Vinte Anos Depois (1998) e Halloween: Ressurreição (2002).

- A atriz que interpreta Laurie Strode nos remakes da franquia é Scot Taylor-Compton, conhecida do público norte-americano por ter participado de várias séries, entre elas Bones, Without A Trace, Cold Case e Gilmore Girls (também transmitidas na tv paga brasileira).

13 de mai. de 2009

Músicas vencedoras do Oscar... #3

Em 1983, quem levou a estatueta de Melhor Canção Original foi What A Feeling, interpretada pela cantora americana Irene Cara. A cantora, aliás, já havia recebido o mesmo prêmio, três anos antes, ao dar voz à canção Fame, de Dean Pitchford.

What A Feeling
é parte da trilha sonora do filme Flashdance, que conta a história de Alex Owens (Jennifer Beals), jovem mulher que trabalha como operária durante o dia e à noite dança em uma casa de shows. Seu sonho, porém, é entrar para uma escola de dança de prestígio e se tornar uma bailarina profissional.

Música: What A Feeling
Intérprete: Irene Cara (letra de Dean Pitchford)
Filme:
Flashdance
Ano:
1983



Flashdance
foi produzido por Jerry Bruckheimer, o mesmo produtor dos blockbusters Top Gun, Armagedon, A Lenda do Tesouro Perdido, Pearl Harbor, Bad Boys, entre outros; e dos seriados CSI, Cold Case e The Amazing Race. O cara é fera?!

Algumas cenas de
Flashdance - que podem ser vistas no vídeo acima - serviram de inspiração para Jennifer Lopez, no vídeo clipe da música I'm Glad. Menos J-Lo, menos... rs